terça-feira, abril 19, 2011

Explicando

Pois é. Sempre passo aki pra dar uma rapidinha.

Como diria o Pedra Letícia, é duro acordar todo os dias meio dia e meio, uma hora e jogar vídeo-game.

Ta mais ou menos assim.

E cada dia que passa bato mais meu record de acordar tarde: hoje acordei quatro e meia. Da tarde. vida dura.

Mas ta dura mesmo. Isso naum se faz. Mas é tudo em decorrência da minha falta de ksa (to homeless MESMO). E de perspectiva. E de disciplina. E do puxão de orelha da minha mãe. Coisas que sempre tive, até meus vinte e seis anos de idade.

Pra resumir um pouquinho, desde a época que eu era assíduo por aqui, muita coisa mudou. Eu namorava, fazia facu e tinha rumo na vida. Morava em Brasília (morava???) e era um bem típico Brasiliense (apesar de ser goiano).

Terminei meu namoro / casamento. Isso pelo menos no tempo né. 8 anos é algo a se respeitar. Pena que eu naum pensava assim na época. Então terminei, voltei, e terminei, e "voltei", até que resolvi terminar de vez. Melhor seria "vez". Me arrependi e quis voltar. Mas ela resolveu seguir com a vida. Tudo bem. Aprendi a duras penas que cada ação por aqui tem uma conseqüência. Num popular aqui se faz, aqui se paga. Mas no final foi melhor assim. Espero. Boa sorte pra nós dois.

Após um tempo em coma agora comecei a tocar a vida de verdade. E em outra cidade. Bem a oportunidade de começar do zero. Legal isso. O que eu precisava pra recomeçar e superar era só isso: uma palavra de três sílabas. Senti bastante o fim, como nunca achei que suportaria. Entendi o motivo pelo qual as pessoas perdem a cabeça. Ainda bem que sou bem cabeça em relação a isso. Resta descobrir agora o que só o tempo pode mostrar. Outras pessoas apareceram e aparecerão (espero, né :/ ), e cada uma trará consigo algo de diferente. Nem melhor nem pior. Apenas diferente.

Muitas pessoas entraram na minha vida, e muitas dela saíram. Perdi alguns bons amigos no meio do caminho, porém ganhei outros. Gostaria de acumular todos essas funções, porém, às vezes, as coisas não dão certo. Por culpa de ninguém. Apenas não funcionam. O bom é saber que, independentemente do que aconteça, alguns destes não tem funções: são cargos. E isso é vitalício. As vezes até hereditário.

Ah, e terminei minha facu tmbm. Foram cinco anos de matérias e dois anos de exclusiva monografia. No final das contas, sete anos preso, acorrentado e subjulgado pelo mais terrível dos oponentes: UniCEUB. Mentira, era de boa. Faculdade particular é assim: quem a faz é o aluno. Terminei bem, mas nem sigo mais minha área. Mudei de ramo completamente, e terminei no montante de pessoas que adoraria ter feito o mais clichê dos cursos: direito. Mas está nos planos fazer direito na UFPR (universidade Federal do Paraná). Mas já to atrasado dois meses na maratona.

A vontade de fazer direito advém do ramo que sigo hoje: judiciário. Hoje sou Oficial de Justiça. Dae começa-se a enxergar as falhas existentes no judiciário, e como existem advogados incompetentes, partes não interessadas. E começa-se a enxergar também o tramite da malha judiciária. E as carreiras proporcionadas por ela. Hoje meu intuito é se Oficial Federal em Brasília, por N motivos. O maior deles não é nada altruísta: fazer meu horário de trabalho.

Como trabalhava antigamente com informática, minha vida e horários eram basicamente controlados por sobreavisos. Bom, nem tanto. Mas era um saco, ás vezes, ficar horas na frente do PC sem fazer nada. Isso pq os problemas já haviam sido resolvidos. E os blogs visitados. E os joguinhos em FLASH já zerados. E não existe nada mais frustrante do que uma chefe que dá valor a um senhorzinho que não sabe minimamente a função dele na empresa apenas por chegar 15 minutos antes do expediente, mas no final das contas é você que faz absolutamente todo o trabalho, porém chega 15 minutos atrasado. E faz o que ele faria em dois dias em quinze minutos. Acho que o futuro da humanidade trabalhística (neologismo?) deveria ser a escala de trabalho sob demanda. E é isso que tenho hoje. Escala sob demanda. Fantástico isso. O homem deveria trabalhar para viver, e não viver para trabalhar. Realizações profissionais sempre estarão atrás das pessoais.

Tudo isso está atrasado por um motivo "simples". Estou sem-teto. Homeless.

Bom, a história é meio longa, contarei no post seguinte.

Mas em Curitiba está tudo bem. Acho que não havia mencionado que estou por aqui agora,né? Mas estou. Prefiro ainda o planalto central a essa zona de trânsito, frieza e preconceito das pessoas. Pior que Brasília. Mas gosto daqui tmbm. Uma vantagem enorme: tem trocentas coisas a mais pra se fazer aqui do que em bsb. To gostando, mas esperando a hora de voltar pra lá. Quando as perde, as pessoas começam a dar valor em coisas tão corriqueiras, que nunca pensou que poderia sentir falta.

E no final das contas, nem foi uma rapidinha tão rapidinha assim.

Ao som irritante da luminária da casa do Neto