Domingo, 8 de janeiro de 2006. Pessoal, neste dia aconteceu uma coisa triste...
Um dia como qualquer outro, como em qualquer outro fim de semana, em que eu acordo e vou para casa da minha namorada, num domingo qualquer... mas, pela manhã, minha mãe me dá uma triste notícia...um amigo, com quem eu não falava à muito tempo, estava desaparecido desde o dia anterior em Alto Paraíso, uma cidade de Goiás.
Hum...tinha mesmo algum tempo que eu não falava com ele... apesar disso, aquilo me pareceu uma martelada na cabeça. Pensei muito sobre o ocorrido...apesar de termos sido amigos à alguns anos, eu ainda tinha um enorme carinho por ele e por seu irmão...eles também eram sobrinhos e afilhados da minha madrinha, que é muito amiga de minha mãe. Quando ia para sua cidade, Formosa, passava lá para brincarmos. Nada de excepcional, apenas 3 crianças jogando bola, nadando, correndo, com prósperos futuros pela frente. E assim o tempo foi passando. Como acontece com todos, nós crescemos. Perdemos contato. Como perdemos contato? Eu apenas não apareci mais. Arrumei outros amigos aqui mesmo em Brasília, além dos que eu já tinha. Não dei valor à essa amizade. Deixei o tempo passar.
Depois deste tempo, os reencontrei algumas pouquíssimas vezes, mesmo tendo todas as oportunidades de aparecer por lá e dizer:“amigo, há quanto tempo! Que tem feito da vida???”...pois é...receio que não possa mais fazer isso...Depois da notícia, saí normalmente para ksa da minha namorada, e anormalmente pensando muito no assunto...não estava acreditando que no que poderia ter acontecido...e passei o dia inteiro pensando nisso. Akilo me perturbava de verdade.
Quando cheguei em ksa, já à noite, me veio a notícia: o Danilo, depois de uma descida de Rappel em uma cachoeira em Alto Paraíso, se afogou, por qualquer motivo, e veio à falecer. Hum...a notícia tinha um gosto amargo que só a vida pode proporcionar. Alguns já passaram por isso, e outros ainda passarão. Mais de uma vez. A ficha não demorou a cair. Foi instantâneo.
No dia seguinte, fui pra Formosa ver o final de uma história que mal havia começado. Como, ainda no primeiro ato, a vida de um garoto de 19 anos é consumida? Se perde desta forma? Como...? Difícil responder a isso. Os mais religiosos dizem que foi a vontade divina...outros que foi um acidente, uma fatalidade. Prefiro acreditar na primeira opção. Afinal, DEUS escreve certo por linhas tortas...estava começando seus estudos, iniciando uma carreira...tantos planos pela frente...e o que acontece? Tudo se acaba, sem ao menos ter um desenvolvimento...esse garoto, Danilo, fez parte da alegria de algumas dezenas, centenas de pessoas. Deixou amigos, parentes, familiares...acho que também uma namorada. Não sei ao certo...mas o importante é que agora ele vive em outro lugar...não está mais entre nós. Isso me fez ver as coisas de uma maneira que antes eu não via. Hum... lembrei-me de meus avós, por parte de pai e mãe... de meu grande e melhor amigo, Thyerre... minha priminha, que nem cheguei a conhecer direito... um cara do meu antigo estagio... enfim, de muitas pessoas que, velhas ou novas, não estão mais por aqui...
Poderia ter sido qualquer um lá, naquela cachoeira. Até eu mesmo, quem sabe. Apesar disso, e tendo consciência disso, vivemos hoje feito zumbis... escravos do dia-a-dia, do horário de almoço, jantar, trabalho... somos robôs. Não temos mais almas... não as merecemos mais. A vida é curta demais para ser fingida. Deve ser vivida. Finalmente caí na condição de “ser mortal”. Antes sabia, mas não admitia. Não digo que a partir de hoje minha vida será diferente... mas a verei diferentemente. Eu não consigo aceitar a morte com naturalidade, apesar de ser uma coisa natural. Lembramos das pessoas que se foram por seus feitos. Pelo que eram em vida. Por suas atitudes...espero saber aproveitar minha vida melhor de hoje em diante, pois são privilegiados os que aqui ainda estão... e naum podemos esquecer que o tempo já está sendo contado para cada um de nós... e uma coisa é certa: os que vão sempre deixam saudades...
Um dia como qualquer outro, como em qualquer outro fim de semana, em que eu acordo e vou para casa da minha namorada, num domingo qualquer... mas, pela manhã, minha mãe me dá uma triste notícia...um amigo, com quem eu não falava à muito tempo, estava desaparecido desde o dia anterior em Alto Paraíso, uma cidade de Goiás.
Hum...tinha mesmo algum tempo que eu não falava com ele... apesar disso, aquilo me pareceu uma martelada na cabeça. Pensei muito sobre o ocorrido...apesar de termos sido amigos à alguns anos, eu ainda tinha um enorme carinho por ele e por seu irmão...eles também eram sobrinhos e afilhados da minha madrinha, que é muito amiga de minha mãe. Quando ia para sua cidade, Formosa, passava lá para brincarmos. Nada de excepcional, apenas 3 crianças jogando bola, nadando, correndo, com prósperos futuros pela frente. E assim o tempo foi passando. Como acontece com todos, nós crescemos. Perdemos contato. Como perdemos contato? Eu apenas não apareci mais. Arrumei outros amigos aqui mesmo em Brasília, além dos que eu já tinha. Não dei valor à essa amizade. Deixei o tempo passar.
Depois deste tempo, os reencontrei algumas pouquíssimas vezes, mesmo tendo todas as oportunidades de aparecer por lá e dizer:“amigo, há quanto tempo! Que tem feito da vida???”...pois é...receio que não possa mais fazer isso...Depois da notícia, saí normalmente para ksa da minha namorada, e anormalmente pensando muito no assunto...não estava acreditando que no que poderia ter acontecido...e passei o dia inteiro pensando nisso. Akilo me perturbava de verdade.
Quando cheguei em ksa, já à noite, me veio a notícia: o Danilo, depois de uma descida de Rappel em uma cachoeira em Alto Paraíso, se afogou, por qualquer motivo, e veio à falecer. Hum...a notícia tinha um gosto amargo que só a vida pode proporcionar. Alguns já passaram por isso, e outros ainda passarão. Mais de uma vez. A ficha não demorou a cair. Foi instantâneo.
No dia seguinte, fui pra Formosa ver o final de uma história que mal havia começado. Como, ainda no primeiro ato, a vida de um garoto de 19 anos é consumida? Se perde desta forma? Como...? Difícil responder a isso. Os mais religiosos dizem que foi a vontade divina...outros que foi um acidente, uma fatalidade. Prefiro acreditar na primeira opção. Afinal, DEUS escreve certo por linhas tortas...estava começando seus estudos, iniciando uma carreira...tantos planos pela frente...e o que acontece? Tudo se acaba, sem ao menos ter um desenvolvimento...esse garoto, Danilo, fez parte da alegria de algumas dezenas, centenas de pessoas. Deixou amigos, parentes, familiares...acho que também uma namorada. Não sei ao certo...mas o importante é que agora ele vive em outro lugar...não está mais entre nós. Isso me fez ver as coisas de uma maneira que antes eu não via. Hum... lembrei-me de meus avós, por parte de pai e mãe... de meu grande e melhor amigo, Thyerre... minha priminha, que nem cheguei a conhecer direito... um cara do meu antigo estagio... enfim, de muitas pessoas que, velhas ou novas, não estão mais por aqui...
Poderia ter sido qualquer um lá, naquela cachoeira. Até eu mesmo, quem sabe. Apesar disso, e tendo consciência disso, vivemos hoje feito zumbis... escravos do dia-a-dia, do horário de almoço, jantar, trabalho... somos robôs. Não temos mais almas... não as merecemos mais. A vida é curta demais para ser fingida. Deve ser vivida. Finalmente caí na condição de “ser mortal”. Antes sabia, mas não admitia. Não digo que a partir de hoje minha vida será diferente... mas a verei diferentemente. Eu não consigo aceitar a morte com naturalidade, apesar de ser uma coisa natural. Lembramos das pessoas que se foram por seus feitos. Pelo que eram em vida. Por suas atitudes...espero saber aproveitar minha vida melhor de hoje em diante, pois são privilegiados os que aqui ainda estão... e naum podemos esquecer que o tempo já está sendo contado para cada um de nós... e uma coisa é certa: os que vão sempre deixam saudades...
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